Então aqui vai: Dentro de 21 dias, todos os direitos, liberdades básicas e coisas que tens como certas vão mudar drasticamente! Não estou a falar de uma Guerra Mundial, quer dizer até estou… Bem, calma…. Eu explico.
Então aqui vai: Dentro de 21 dias, todos os direitos, liberdades básicas e coisas que tens como certas vão mudar drasticamente! Não estou a falar de uma Guerra Mundial, quer dizer até estou… Bem, calma…. Eu explico.
Apesar de, nesta fase, estarmos privados do contacto social, podemos sonhar e projetar cenários futuros e criar nas nossas mentes imagens geradoras de paz! Na minha opinião, o que estamos a viver, surge como uma necessidade urgente de mudarmos a nossa perspetiva da vida e da forma como a podemos ou queremos viver.
De facto são tempos de mudança, e nunca foi tão verdade que “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Se antes só queríamos ficar em casa, agora só queremos sair e voltar à normalidade das nossas vidas. No entanto, enquanto isso não é possível, aproveitemos as nossas casas multifunções.
Quem nunca se sentiu pais dos seus pais, ponham o dedo no ar… Pois bem… Mais do que nunca, estes dias de isolamento social têm sido, de forma geral, particularmente difíceis para conseguir consciencializar os nossos maiores de 65 anos.
Pegue numa casa. Coloque lá dentro um cão, um gato, um pai, uma mãe, um filho ou dois, ou mais ainda, uma avó ou outro qualquer inquilino a gosto. Misture tudo. Acondicione tudo muito bem em prisão domiciliária, e tempere com um pouco de liberdade condicional. Deixe a marinar em lume brando. O que vai sair daqui?
Já alguma vez paraste para pensar que muitos profissionais de saúde e outros trabalhadores dariam tudo para estar na tua situação? Aborrecido(a), em casa, cheio(a) de tempo. A internet tem milhentas sugestões de atividades que podes fazer em casa. Mas sim, continuas na mesma aborrecido(a), ansioso(a) e irritado(a)…
O Márcio sofria de Ansiedade e Fobia Social. Quando chegou à Clínica da Mente, não tinha esperança de que ia conseguir ultrapassar a “grande nuvem cinzenta” em que vivia. A verdade é que hoje, após várias sessões de Psicoterapia HBM, o Márcio é uma pessoa muito mais otimista e feliz.
Estes dias de quarentena têm-me ensinado que não posso “matar o tempo”. Eu tenho de viver. E dei por mim a ter as minhas tarefas mais organizadas, mas sem tempo obrigatório para as fazer. É importante desfrutar do tempo e empenharmo-nos naquilo que fazemos, por mais simples que seja.
Já há muito tempo que era urgente que mudássemos os nossos maus hábitos…mas como andamos em piloto automático não chegamos a efetivar essa reflexão e a mudarmos as nossas rotinas mais tóxicas. Até ao dia em que surge algo que nos tira completamente o tapete debaixo dos pés.
O meu desabafo hoje direciona-se particularmente aos profissionais de saúde e seus familiares que não têm esta possibilidade de estar com os seus, no conforto das suas casas. Por respeito para com estas pessoas, estes heróis sem capa, fiquemos todos em casa!