Estudo sobre o Tratamento HBM nos Ataques de Pânico

Com uma incidência mundial de 2% a 5%, o Transtorno do Pânico é uma Perturbação de Ansiedade caraterizada na sua essência pela presença de crises de Ansiedade graves e intensas, com alterações cognitivas e comportamentais que podem ser incapacitantes.

Sendo a Ansiedade uma das áreas centrais da atuação da Clínica da Mente, o Núcleo de Investigação HBM debruçou-se sobre a análise do impacto do Modelo Psicoterapêutico neste Transtorno específico. O estudo foi realizado através de avaliações do estado emocional antes do tratamento, no final da fase intensiva e após um ano desta, em 105 indivíduos, analisando a manifestação de Ansiedade, bem como a intensidade/gravidade dos Ataques de Pânico.

 

Principais conclusões:

 

NÍVEIS DE ANSIEDADE

O transtorno do pânico é uma Perturbação de Ansiedade acompanhada de alterações cognitivas e comportamentais, que podem ser mais ou menos incapacitantes e que se carateriza na sua essência pela presença de crises de ansiedade graves e intensas. Assim, tornou-se premente analisar a variação dos níveis de ansiedade, em diferentes momentos do tratamento:

Antes do tratamento:

  • 60,9% dos pacientes apresentava índices de “Ansiedade severa”.

Após o tratamento:

  • 74,3% dos pacientes estava “Sem Ansiedade”.
  • 17,4% dos pacientes apresentava “Ansiedade Leve”.

1 ano após o término do tratamento:

  • 57,5% dos pacientes continuava a apresentar-se “Sem Ansiedade”.
  • 21,9% dos pacientes apresentavam-se com “Ansiedade Leve”.
 

INTENSIDADE DOS ATAQUES DE PÂNICO E AGORAFOBIA

O Transtorno de Pânico define-se como crises recorrentes de forte Ansiedade ou Medo. As crises de Pânico são entendidas como intensas, repentinas e inesperadas provocando sensação de mal-estar físico e mental juntamente a um comportamento de fuga do local onde se encontra, havendo a possibilidade de passar ao quadro de agorafobia (evitamento de determinadas situações ou lugares por temer o início de uma outra crise). Assim, analisou-se também a intensidade dos ataques de pânico e de agorafobia, em diferentes momentos do tratamento:

Antes do tratamento:

  • 57,2% dos pacientes tinha Ataques de Pânico “moderados ou acentuados”.

Após o tratamento:

  • 81,9% dos pacientes apresentava-se com “ausência total de Ataques de Pânico e Agorafobia”.
  • 17,2% dos pacientes apresentavam-se com “Pânico ou Agorafobia Leve”.

1 ano após o término do tratamento:

  • 42,5% dos pacientes apresentava-se com “ausência total de Ataques de Pânico”.
  • 46,6% dos pacientes apresentava-se com “Pânico ou Agorafobia leve
    NOTA: A escala mede simultaneamente os sintomas de Pânico e de Agorafobia, pelo que, frequentemente, ocorrem situações em que já não existe o Pânico, mas ainda existe o receio ou evitamento leve de determinadas situações ou lugares (Agorafobia).
 
  • Ocorreu uma ligeira variação perfeitamente normativa e evolutiva entre os resultados após a fase intensiva e após um ano do tratamento tendo em conta o hiato temporal sem qualquer tipo de intervenção .

 

Estes resultados revelam-se extremamente positivos e promissores para a construção de um novo paradigma de saúde mental, enfatizando a relevância da abordagem HBM no tratamento do flagelo do Transtorno de Pânico.

Consulte o estudo na íntegra

Estudo sobre o Tratamento HBM nos Ataques de Pânico
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