Disfunção Erétil: doença física ou psicológica?

“O problema psicológico é sempre uma consequência da disfunção erétil, mas também pode ser a causa”, explica o psicoterapeuta Pedro Brás. A Disfunção Erétil é um problema que afeta milhares de homens, mas que nos dias de hoje ainda é tabu e este estigma impede muitos casais de pedirem ajuda. O Dr. Pedro Brás esteve na Praça da Alegria e explicou todos os conceitos associados à Disfunção Erétil.

Praça da Alegria | RTP

O que é a Disfunção Erétil?

A Disfunção Erétil ou “impotência sexual” define-se pela incapacidade constante ou recorrente de obter/manter uma ereção, que permita uma atividade sexual satisfatória.

Trata-se de um problema que pode atingir qualquer homem, de qualquer idade, embora seja mais comum em idades avançadas. Culturalmente, a perda de ereção pode ser associada à falta de virilidade, por isso surge o estigma e a vergonha. Devido ao impacto na autoestima, a maioria dos homens não pede ajuda, o que por si só, agrava o problema.

Salvo algumas situações do foro fisiológico, a Disfunção Erétil deriva de um processo mental de Ansiedade. A nossa mente comanda o funcionamento do nosso corpo de forma voluntária e involuntária. Conseguimos ter consciência de alguns desses comandos, mas de outros não. Sendo que é isto que define a nossa mente inconsciente e consciente.

Quais as causas da Disfunção Erétil?​

A Disfunção Erétil pode ter causas fisiológicas/físicas, sendo que é frequente em pacientes com doenças cardiovasculares (diabetes, hipertensão, etc.), doenças urológicas ou até em casos de consumo em excesso de álcool ou drogas. 

No entanto, as causas psicológicas têm um grande peso na origem da Disfunção Erétil, principalmente nos homens mais jovens. A Depressão, o Stress e a Ansiedade estão muitas vezes na origem deste problema que afeta de forma tão marcante a população masculina.

Qual o processo psicológico da Disfunção Erétil?

A Disfunção Erétil de origem psicológica deriva de um processo associado a sintomas de Ansiedade

A ereção é um fenómeno inconsciente, que ocorre de forma involuntária, em resposta a estímulos externos desencadeadores de desejo sexual. Quando por algum motivo, o homem não tem ou perde a ereção durante o ato sexual, este momento pode tornar-se marcante e traumático. 

A perda ou ausência de ereção pode ter diversas causas: cansaço, problemas do dia-a-dia ou quaisquer outros fatores externos, mesmo que sem grande importância. Mas quando isto acontece, os sentimentos de impotência e incapacidade podem ser de tal forma avassaladores, que se torna um momento traumático. Eis que surge o medo de falhar novamente. Neste momento, o homem entra num círculo vicioso: quanto mais medo tem de voltar a perder a ereção, mais ansioso fica e mais facilmente perde novamente a ereção.

Dados Estatísticos

Segundo um estudo publicado pela Associação Portuguesa de Urologia:

  • A Disfunção Erétil afeta 29% dos homens entre os 40-49 anos, 50% entre os 50 e os 59 anos e 74% entre os 60 e os 69 anos; 
  • Estima-se que, em Portugal, afete cerca de 13% (500.000) dos homens;
  • Cerca de 90% dos casos de Disfunção Erétil são tratáveis.

Por muito que os dados comprovem que a Disfunção Erétil é um problema relativamente comum na sociedade Portuguesa, é inegável o tabu que ainda existe. O Dr. Pedro Brás esteve no Faz Sentido e explorou os preconceitos associados que teremos de ultrapassar.

Faz Sentido | SIC Mulher

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