Anabela Gama: "Aprendi a seguir em frente com quem me ama" | Testemunho

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"Nem na minha casa me sentia bem"

Comecei por sentir o coração acelerado (cheguei aos 150bpm em repouso), suores frios, as extremidades do corpo geladas, sensação de tontura e desmaio. Parecia que me estava a dar alguma coisa, ao ponto de pensar que tudo iria acabar. Apesar de tudo pelo que já passei, sempre gostei e gosto de viver, mesmo quando vi a minha vida limitada, não queria morrer. Sei que não mandamos, mas nunca tive a ideia de desistir da vida. Tentei ao máximo nunca desistir de mim. Comecei a ter sensações com grande frequência e em várias situações: desde hipermercados, centros comerciais, em serviços públicos, no centro de saúde, cafés, restaurantes, no trabalho, nem na minha casa me sentia bem. Tinha muito medo que me acontecesse algo e de não ter ninguém ao meu lado, então tentava ao máximo estar acompanhada, o que nem sempre era possível. 

Foi precisamente quando comecei a sentir que “necessitava” de terceiros para conseguir fazer o básico da minha vida, que percebi que necessitava de ajuda. Quando nalguma situação me era prescrita alguma medicação e eu ficava completamente alterada só de pensar em tomar, quando queria apenas ir à casa de banho no meu local de trabalho, e até isso era um desafio para mim. Senti uma tristeza tão grande por estar a passar por tudo isso. Não me conhecia mais. 

O dia em que me diagnosticaram Ataques de Pânico

Comecei por sentir o coração acelerado (cheguei aos 150bpm em repouso), suores frios, as extremidades do corpo geladas, sensação de tontura e desmaio. Parecia que me estava a dar alguma coisa, ao ponto de pensar que tudo iria acabar. Apesar de tudo pelo que já passei, sempre gostei e gosto de viver, mesmo quando vi a minha vida limitada, não queria morrer. Sei que não mandamos, mas nunca tive a ideia de desistir da vida. Tentei ao máximo nunca desistir de mim. Comecei a ter sensações com grande frequência e em várias situações: desde hipermercados, centros comerciais, em serviços públicos, no centro de saúde, cafés, restaurantes, no trabalho, nem na minha casa me sentia bem. Tinha muito medo que me acontecesse algo e de não ter ninguém ao meu lado, então tentava ao máximo estar acompanhada, o que nem sempre era possível. 

Foi precisamente quando comecei a sentir que “necessitava” de terceiros para conseguir fazer o básico da minha vida, que percebi que necessitava de ajuda. Quando nalguma situação me era prescrita alguma medicação e eu ficava completamente alterada só de pensar em tomar, quando queria apenas ir à casa de banho no meu local de trabalho, e até isso era um desafio para mim. Senti uma tristeza tão grande por estar a passar por tudo isso. Não me conhecia mais. 

A minha experiência na Clínica da Mente

Antes de chegar à Clínica da Mente fui a dois psicólogos e dois psiquiatras, de onde saía sempre com receitas. Comprava os medicamentos, mas nunca consegui tomar. Fui a dois cardiologistas e perdi a conta das vezes em que fui à médica de família, o que era um desafio, porque tinha sempre de ir acompanhada.  

Mais ou menos há um ano, vi na internet um título de um testemunho de um paciente que sofria de Ataques de Pânico e decidi ver a entrevista. Identifiquei-me com a pessoa em questão e pensei: já gastei tanto dinheiro em médicos, porque não investir mais uma vez? Quem sabe, poderá ser um investimento, mas pode devolver-me qualidade de vida, que não existe dinheiro que pague. Por vezes, gastamos dinheiro com coisa tão fúteis e esquecemo-nos de nós.  

No dia da Consulta de Avaliação, fui carinhosamente recebida e ouvida, pensei que poderia ser aqui que iria dar a volta por mim. Gostei imenso de todo o processo, desde a receção até à terapeuta. Mas continuava a insegurança de saber se conseguiria, mas continuei. Após a primeira consulta fiquei fascinada com a terapeuta e pensei que finalmente encontrava alguém que me compreendia, não julgava e estava disposta a ir comigo à luta. Já só pensava na próxima consulta, sentia-me compreendida e sentia atenção em todos os detalhes. Senti um enorme carinho da maneira como era tratado o meu problema e ao mesmo tempo sentia conforto para virar esta página da minha vida. 

Na primeira Morfese e Athenese, senti uma paz de espírito, uma calma dentro de mim, uma sensação de leveza e uma vontade de me redescobrir.  Parecia que o peso do passado que trazia, estava a aliviar.  

Não foi logo nas primeiras consultas que senti melhorias, senti a maior diferença já estava quase a terminar o meu plano.  Estava a começar a reviver. Aprendi a colocar em prática as ferramentas que me foram fornecidas, sem pressas ou medos de recair, pois sabia que alguém estava ao meu lado para me ajudar. 

Senti que foi diferente, do que já tinha feito antes, porque fomos ao fundo da questão que me magoava, massacrava, atormentava. Trabalhámos pontos fundamentais, não foi fácil, mas fui capaz. Havia questões que não queria deixar ir por medos ou culpa. Aprendi que estava errada, tinha de deixar ir para seguir em paz com a minha vida, apenas deixar ir o que não me fazia falta, o que me gastava a energia. 

Hoje aproveito cada segundo da melhor forma, sem o peso de um passado com mágoas, dores e perdas e sem a preocupação do que virá. Aprendi a seguir em frente com quem me ama, valoriza, acrescenta e dá alegria e deixar o que me faz mal. Aprendi a olhar para a vida de outra forma mais saudável e ser grata por ter o bem mais precioso que é a vida. 

Quero agradecer a toda a equipa que me acompanhou nesta caminhada, neste virar de página que estava difícil e agradecer à pessoa que tenho a meu lado, foi incansável. Quero deixar um agradecimento em particular à Dra. Carla Rama, uma terapeuta profissional, por todo o carinho, conforto, dedicação, como nunca consegui encontrar. Se algum dia necessitar de limar algumas arestas irei procurar a sua ajuda, sou-lhe imensamente grata pela caminhada que fez comigo. 

OBRIGADA A TODA A EQUIPA DA CLÍNICA DA MENTE!

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