Gritar com os filhos: Dicas para controlar a impaciência | Porto Canal

Mas afinal, porque é que gritamos? São vários os estudos que demonstram que gritar tem efeitos reais no cérebro, alterando a sua estrutura de forma permanente, quer a nível neurológico, quer a nível psicológico. Não são as crianças dos nossos dias que são mais complexas, são as vidas atarefadas dos adultos que são. Quando gritam com os filhos, os pais não estão a educar ou a ensinar, mas a usar as crianças para libertar as suas frustrações e extravasar a sua irritação. Assim, gritar ou berrar não corrige, pelo contrário, promove um modelo de educação disfuncional e emocionalmente pobre. A luta contra os gritos deve ser redirecionada para os motivos que levam os pais a gritar.

Em qualquer momento da vida do filho, os pais vão sempre a tempo de mudar a forma como exercem a sua Parentalidade, para não promoverem o GRITO.

Dicas para combater a impaciência:

  • ACREDITAR que tem o poder e a capacidade de não gritar e de utilizar essa energia para desenvolver comportamentos mais assertivos e com menor impacto negativo no outro;

  • PARAR, ANALISAR E CORRIGIR: os pais que autoanalisam a forma como lidam com os filhos tomam consciência de que não são perfeitos e, assim, são capazes de admitir com que frequência gritam e esse é o primeiro passo para corrigir esse comportamento, com honestidade, humildade e vulnerabilidade;

  • ANTECIPAR as dificuldades, se já sabe que vai enfrentar uma situação de possível tensão, prepare-se previamente;

  • ACALMAR E RECONETAR, acalmar antes de agir e retomar a conexão com o filho, estabelecendo o diálogo e procurando em conjunto uma solução para o problema;

  • ACEITAR, RESPEITAR E COLOCAR-SE NO LUGAR da criança, tal como ela é, entender que naquele momento, está a lidar com emoções que ainda não consegue gerir e que a deixam desestabilizada e/ou até descontrolada. Devemos evitar gritar, insultar, ameaçar, castigar porque ali, a criança está a aprender;

  • CONVERSAR com as crianças em vez de gritar é sempre o mais aconselhável;

  • MOSTRAR ASSERTIVIDADE com argumentos que a criança perceba e aprenda, para não repetir o comportamento a evitar;

  • DESCANSAR, já que gritar constantemente com os filhos pode ser sinal de cansaço e descompensação emocional dos adultos;

  • LIBERTAR-SE DA CULPA e das expetativas acerca dos filhos e do seu papel como mãe ou pai ideal;

  • PEDIR DESCULPA se, por algum motivo excecional, o impulso de gritar com os filhos for inevitável, os pais devem reconhecer a falta de paciência e dizer aos filhos que não deveriam ter gritado com eles Quando as dificuldades persistem e permanece problemático lidar com os momentos stressantes, pode ser importante procurar ajuda psicológica.

Quando as dificuldades persistem e permanece problemático lidar com os momentos stressantes, pode ser importante procurar ajuda psicoterapêutica.

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