Clínica da Mente
Eu Dou a Cara · Ansiedade

Marisa Pinto: A Ansiedade, a Inimiga da Conceção

A Marisa queria muito ser mãe. Mas a ansiedade estava a impedir que a gravidez acontecesse. Depois de trabalhar a ansiedade na Clínica da Mente, foi de férias para Cabo Verde — e voltou grávida.

Aviso legal: Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de múltiplos fatores clínicos. Estes testemunhos não constituem uma garantia de resultados.

"Eu pensava mesmo que ia morrer. Não estava mesmo a conseguir respirar. Mas era uma luta constante — eu queria lutar, queria acreditar que não ia ser nada. Mas aqueles sintomas vinham."

Uma Vida a Sorrir por Fora, a Chorar por Dentro

A Marisa trabalha num infantário com crianças pequenas — um trabalho que ama, mas que exige uma energia constante. Todos os dias tinha que cantar, saltar e brincar, mesmo quando por dentro estava a desmoronar. As crianças ajudavam a amenizar a dor durante o dia, mas à noite tudo voltava.

"Às vezes chorava por caminho e chegava lá e tinha que rir, tinha que cantar, tinha que saltar, tinha que brincar. E parece que aquilo ajudava um bocadinho a amenizar aquela dor, a esquecer. Mas depois à noite voltava tudo outra vez."

Quando o marido Pedro recebeu uma proposta para trabalhar em Angola, a Marisa sentiu que lhe faltava o seu pilar. A mãe, já doente e frágil, era o outro suporte — mas a ausência do Pedro foi o ponto de viragem.

"O Pedro era o meu pilar, o meu marido, o meu apoio, com quem eu desabafava, com quem eu chorava, com quem me acalmava. E acho que tudo começou um bocadinho a partir daí."

A Noite em que Pensou que Ia Morrer

Numa noite particularmente difícil, a Marisa foi a uma gaveta em casa à procura dos ansiolíticos que guardava para emergências — e não os encontrou. Esse momento foi a gota de água. Entrou em pânico, foi de pijama a casa da mãe, e acabou por tomar inadvertidamente um calmante do pai. O que se seguiu foi o seu primeiro grande Ataque de Pânico.

"Fiquei mais aflita: não tenho aqui aquilo, não vou conseguir acalmar-me. Meti-me no carro, em pijama, sozinha, muito aflita. Cheguei à casa da minha mãe e disse: 'Eu não estou a sentir-me bem.'"
"Olha, eu não consigo respirar. Eu não consigo respirar. Liga para o INEM, porque eu vou morrer. Só dizia: eu vou morrer. A minha mãe nunca me tinha visto assim. Eu nunca me tinha visto assim. Mas eu estava mesmo mal. Eu pensava mesmo que ia morrer."

A Luta Constante Contra os Sintomas

Depois daquela noite, a ansiedade instalou-se como uma presença constante. As tonturas eram o sintoma que mais a incomodava. O isolamento foi crescendo — deixou de querer sair, de conviver, de se expor, com medo de se sentir mal e estragar os momentos dos outros.

"Eu sentia-me trémula. Eu sentia-me tonta. A mim, o que mais me incomodava eram as tonturas. É horrível. Parece que eu olhava para a cama e queria deitar-me e só estava bem no silêncio. Não queria ir ao café. Não queria conviver com as pessoas."
"Eu não queria, porque eu tinha medo de me sentir mal. Vou estragar a festa. Eu vou e depois vou sentir-me mal. Depois as pessoas vão ter que vir embora por minha causa. Eu não quero, eu não vou."

A Ansiedade Estava a Impedir a Gravidez

A Marisa queria muito ser mãe. Mas com o Pedro em Angola — a vir apenas de três em três meses, durante duas semanas — e com o estado de ansiedade em que se encontrava, a gravidez simplesmente não acontecia. Apesar de todos os exames estarem bem, o corpo não respondia.

"Eu queria muito ser mãe, gostava muito, gosto muito de crianças, como é lógico, devido até ao meu trabalho. E as coisas não aconteciam. Não aconteciam, mas apesar de muitos exames, de muitas análises, não aconteciam — por, se calhar, e agora sim tenho certeza, era aquele estado de ansiedade."

Foi através da internet, em conjunto com o marido, que a Marisa encontrou a Clínica da Mente. Uma colega psicóloga já a tinha aconselhado a procurar ajuda — e a Marisa deu finalmente esse passo.

"A minha colega disse-me: 'Marisa, acho que tu não deves ficar com isso só para ti. Tens de procurar ajuda, tens de falar. Não guardes, porque isso tem tendência a ser pior.' E então falámos com o Pedro e encontrámos isto através da internet."

Férias em Cabo Verde — e uma Surpresa

Depois do trabalho feito na Clínica da Mente, a Dra. Marta deu-lhe um conselho simples mas poderoso: ir de férias, relaxar, desligar. A Marisa e o Pedro foram para Cabo Verde. E quando voltaram, havia uma novidade.

"A doutora Marta disse-me assim: 'Vai, vai relaxar, aproveita as férias, e quando vier vai ver que ainda vai em grávida.' Então as férias foram boas. E eu disse, oh vai ver, se calhar até estou grávida."
"Fui a uma consulta que tinha marcada nos ecologistas. E ele ficou assim por uns minutos, um espaço de tempo muito calado. E disse: 'Tu estás grávida?' E eu: 'Ai, não estou nada, doutor.' 'Ai, estás, estás. Mas quem é o médico aqui, sou eu ou és tu, rapariga? Estás, sim senhora, estás grávida.'"

"A doutora Marta disse: 'Vai, relaxa, aproveita as férias, e quando vier vai ver que ainda vai em grávida.' E foi assim. Voltei de Cabo Verde grávida."

, Marisa Pinto, ex-paciente da Clínica da Mente

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