Dormir é um ato em que a mente se desliga do que a rodeia, permitindo que o corpo descanse e dando lugar ao sonho e à consequente reorganização da estrutura emocional.

O sono, como mecanismo que desliga a consciência, torna o indivíduo vulnerável aos perigos. Como tal, a qualidade do sono depende intrinsecamente da noção de perigo sentida. Quando existe perigo, os animais, incluindo os humanos, ficam sempre em alerta com medo que o perigo traga dor ou desconforto. E, como se sabe, a sensação de Medo provoca um estado de Ansiedade focado nos riscos e ameaças possíveis, preparando para reagir à agressão.

Sempre que vivemos situações quotidianas que nos fazem sentir sensações de insegurança, entramos em estados de Ansiedade. Muitas vezes, sentimos que não estamos preparados para o dia seguinte, temos medo de falhar tarefas que devemos realizar, problemas que não sabemos como resolver, assuntos que nos magoaram e que devemos repensá-los, até excesso de motivação para viver experiências futuras, podem criar em nós um estado de vigilância que nos perturba a nossa capacidade de nos desligarmos do presente e de adormecer.

Dormir é uma necessidade básica e sempre acabamos por dormir, mas o excesso de Ansiedade provoca um sono quase consciente, onde nos recordamos dos sonhos que temos, parecendo estar sempre alerta para os barulhos e sensações que nos rodeiam. Este tipo de sono não nos ajuda a recuperar totalmente a nossa energia. Trata-se de Insónias relativas, pois são dificuldades em dormir, embora durmamos, provocadas pela experiências do quotidiano que nos preocupam e que provocam um estado permanente de pensamento e vigilância.

Causas mais frequentes que causam Insónias ligeiras a moderadas:

  • Problemas ligeiros do dia a dia ainda por resolver que provocam preocupação.
  • Problemas graves do dia a dia para os quais não se tem solução e cujos riscos sejam elevados.
  • Medos causadores da Ansiedade generalizada, como medo de falhar.

Outro tipo de Insónias também nos podem perturbar: as Insónias Absolutas, em que de facto não dormimos, nem descansamos. Quando alguém, ao adormecer ou enquanto dorme, tem um Ataque de Pânico, uma dor extrema ou outro problema tão difícil de suportar, e que sente estar em perigo de vida, a mente regista essa experiência como sendo uma experiência traumática a evitar e, como consequência, vai evitar dormir, criando uma Ansiedade extrema e resistência ao sono, provocando as Insónias absolutas.


Causas para as Insónias Absolutas: Síndroma do Pânico.


O tratamento da Ansiedade tem sido alvo de estudo aprofundado pela Clínica da Mente. As terapias desenvolvidas, inovadoras e direcionadas, têm demonstrado resultados extremamente positivos nas várias centenas de casos tratados.