Clínica da Mente
Eu Dou a Cara · Ataques de Pânico

José Leite: Quando o "E Se" Limita por Completo uma Vida

O José desmaiou duas vezes por causa do medo de morrer. Vivia preso num ciclo de "e se" que o impedia de viver normalmente. Hoje, volta ao sítio onde desmaiou — e está tranquilo.

Aviso legal: Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de múltiplos fatores clínicos. Estes testemunhos não constituem uma garantia de resultados.

"Saio daqui recuperado. E acho que todas as pessoas podem sair — agora têm é que se abrir ao que realmente querem. É um investimento na tua saúde, se calhar o mais rentável que podes fazer."

O Primeiro Desmaio — e o Pensamento que Não Saía da Cabeça

Tudo começou com uma conversa entre amigos sobre doenças. O José ouviu, interiorizou, e de repente o pensamento instalou-se: "e se for eu?" O que parecia uma preocupação passageira tornou-se avassalador — e o corpo respondeu de forma extrema.

"Eu começo a interiorizar aquilo e a meter no meu papel: e se for eu? E aquilo, de repente, faz-me pensar, e se for eu? E se for eu? Começo a ficar cada vez mais ansioso, mais aflito, mesmo aflito... E de repente debruço-me um bocado sobre o meu carro e caio para trás. Desmaiei."

O segundo desmaio aconteceu meses depois, numa situação quase idêntica — outra conversa, outra história de doença, o mesmo gatilho. O padrão estava instalado: o medo de morrer a qualquer instante desencadeava um Ataque de Pânico e o José perdia os sentidos.

"E se eu, neste momento, também tenho um aneurisma e não dou conta dele? Aquele medo de morrer a qualquer instante — era um ataque de pânico e eu desmaiava."

Exames, Psicólogo e um Alívio Incompleto

Depois dos desmaios, o José foi a correr ao médico. Fez todos os exames possíveis. O resultado foi claro: fisicamente estava tudo bem. A médica de família aconselhou-o a consultar um psicólogo — algo que o José confessa ter encarado com algum estranhamento.

"Eu confesso que tinha um bocado aquele complexo. Eu fui para um psicólogo, mas eu sempre fui, nunca tive grandes problemas, nem familiares, nem nada. Mas foi, porque achei que era muito estranho."

A psicóloga confirmou: era tudo ansiedade, tudo psicológico. As coisas foram melhorando — mas nunca ficaram totalmente bem. O receio de que os sintomas voltassem estava sempre presente, como uma sombra.

"Andava sempre cansado, tinha medo de voltar àquele sítio, porque só me lembrava daquilo. Começava a ter desorientações e tudo. Na minha cabeça, sim, estava outra vez totalmente doente."

A Vida Organizada à Volta do Medo

Com o tempo, a ansiedade foi moldando os comportamentos do José de formas subtis mas limitantes. Evitava certos sítios, inventava desculpas, escolhia caminhos alternativos para não se expor. E quando pesquisava os sintomas na internet, o ciclo de medo recomeçava.

"Ir àquele sítio, às vezes inventava desculpas. Nunca me fui embora muito. Começava a ficar por casa, não saía sempre, mas tentava ir sempre por caminhos para tentar contornar, ficar ali exposto."
"Quando se mete uma coisa dessas na internet, aparece, de facto, por muitas páginas — algumas apareciam efetivamente cancro e eu ficava: e se calhar tenho. Pesquisava os meus tremores e às vezes tinha sensações na cabeça, tudo psicológico, que eu pensava que tinha algo quando não tinha — mas para mim tinha."

A Procura de uma Solução Definitiva

Depois de um ano com a psicóloga, o José sentiu que precisava de algo diferente — não apenas de aliviar os sintomas, mas de resolver o problema de vez, para não andar sempre com aquele "receiozinho" à espreita. Foi assim que chegou à Clínica da Mente.

"Queria algo diferente para ser de vez, para não andar sempre com este receiozinho atrás, que de qualquer momento ia voltar. Então resolvi pesquisar e vim aqui. Eu pensei mesmo que era um caso único de estudo, que tinha alguma coisa, mas não."

A terapeuta foi direta e confiante: era ansiedade, não havia nada de físico, e todos os sintomas tinham origem na cabeça. Essa certeza, transmitida com convicção, foi o que o José precisava para começar a acreditar.

"Ela disse logo: 'Olha, isso é ansiedade, e eu garanto que não tens nada de mal.' Ela fez-me ganhar confiança e, de facto, fui acreditando nela. A verdade é que, aos poucos, sei-me aperceber — porque nessa semana voltei ao sítio onde tinha desmaiado e hoje lá vou e estou tranquilo, não se passa nada."

Mais do que Recuperar — Aprender a Ser Assertivo

A Clínica da Mente não lhe devolveu apenas a tranquilidade. O José saiu com algo que nunca tinha tido: a capacidade de dizer não. Durante anos, a incapacidade de recusar pedidos tinha sido uma fonte constante de stress e de desgaste emocional.

"Eu sempre tive um defeito comigo que era: não consigo dizer que não. E isso, para mim, sempre foi um problema, porque muitas coisas que me pediam, e eu não consigo dizer que não, e fazia sempre coisas — não obrigado, mas para não ficar mal com ninguém. E aqui também mexia-me muito com o meu sistema nervoso."
"Aprendi a valorizar mais a minha palavra e a minha pessoa. Fez-me ser mais feliz, porque é mais como eu quero. A minha vida está mais ao meu encargo e não tanto às outras, porque era muitas vezes a mão dos outros."

Um Investimento que Vale a Pena

O José sai da Clínica da Mente recuperado e com uma mensagem clara para quem ainda está a hesitar: a recuperação é possível, mas exige abertura e trabalho. Não basta esperar que passe — é preciso trabalhar.

"Saio daqui recuperado. E acho que todas as pessoas podem sair — agora têm é que se abrir ao que realmente querem. É muito fácil dizer 'ah, isto vai passar', mas também se não trabalharmos isto, acho que se calhar vai ser mais difícil."
"É um investimento na tua saúde, se calhar o mais rentável que podes tirar partido. É isso que eu tenho para dizer — que acho mesmo que vale a pena. E saio daqui totalmente contente e feliz."

"Sou nervoso, não é mesmo? Isso está no género, vou ser sempre. Mas sei lidar melhor com as situações que vão aparecendo. E ao mesmo tempo considero-me também mais assertivo."

, José Leite, ex-paciente da Clínica da Mente

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