Clínica da Mente
Eu Dou a Cara · Ataques de Pânico

Anabela Antunes: De Prisioneira da Ansiedade a Apaixonada pela Vida

A Anabela não conseguia atravessar a estrada para ir ao café em frente a casa. Os Ataques de Pânico controlavam cada passo da sua vida. Hoje, é uma pessoa que tenta viver ao máximo cada dia.

Aviso legal: Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de múltiplos fatores clínicos. Estes testemunhos não constituem uma garantia de resultados.

"Hoje sou uma pessoa que tenta viver ao máximo cada dia da melhor forma, porque tenho um bem-estar melhor de vida. Quero viver. Eu adoro viver."

O Corpo em Alarme Constante

Para a Anabela, os Ataques de Pânico não eram apenas momentos de medo — eram experiências físicas avassaladoras que a deixavam completamente paralisada. O coração disparava, as mãos suavam, a tontura instalava-se, e havia sempre aquela sensação aterradora de que podia ser o fim.

"Já começava a sentir o coração disparar — como se costuma dizer, aquela expressão de sair pela boca. Suores frios nas mãos, principalmente nas extremidades, nas mãos e nos pés. Sensação de tontura, de desmaio, de perder a noção do tempo. Mesmo que se quisesse tentar abstrair, eu não conseguia. Possivelmente até sensação de morte, sensação de que iria terminar."

Este estado de alerta permanente tornou-se o pano de fundo da sua vida. Acordar todos os dias significava enfrentar o medo do que poderia acontecer.

"Esse é um medo constante. É um receio. É um acordar todos os dias e pensar... O mais desafiante é viver dependente de alguém."

Quando a Porta de Casa Se Torna uma Barreira

A ansiedade foi crescendo como uma bola de neve, invadindo espaços cada vez mais simples e quotidianos. O que parecia banal para qualquer pessoa — atravessar uma rua, ir à casa de banho do trabalho — tornava-se uma provação impossível para a Anabela.

"O simples atravessar de estrada para ir ao café — porque eu morava num sítio que tinha um café à porta — eu não conseguia atravessar a estrada. Eu sentia, ao sair da porta, que tinha necessidade de voltar para trás."

A progressão foi implacável: o que começou num sítio foi alargando a outros contextos, até que quase não havia lugar seguro.

"Comecei a sentir os ataques de pânico só por ir à casa de banho no local de trabalho. Tudo tem um progresso. Isto é uma bola de neve — vai aumentando, aumentando."

A Decisão de Não Depender de Medicação

Quando chegou o momento de procurar ajuda, a Anabela tinha uma convicção clara: não queria resolver o problema com medicação. Sabia que os comprimidos poderiam aliviar os sintomas, mas não resolveriam a causa — e quando parasse de os tomar, estaria de volta ao ponto de partida.

"Qualquer tipo de medicação que eu tomasse... Eu sabia que era uma luta que ia ter que fazer por mim. O medicamento, na minha cabeça, é simplesmente camuflar uma coisa que eu iria ter que aprender a dar a volta por mim mesma. Porque o medicamento, enquanto estivesse a fazer o tratamento, iria de certeza conseguir ultrapassar tudo isto — mas quando começasse a deixar o medicamento, eu teria de manter bases por mim própria."

Foi com esta mentalidade que, ao ver um testemunho nas redes sociais de alguém que tinha passado pelo mesmo, decidiu dar uma oportunidade à Clínica da Mente.

"Foi num belo dia que eu estava a ver o Facebook e vi uma notícia de uma rapariga que tinha chegado a ter vários ataques de ansiedade por dia. Eu fui ouvir, identifiquei-me com várias situações que a pessoa dizia, e eu pensei: 'Ok, se eu já investi tanto em mim, porque não tentar por aqui?'"

Sentir-se Cuidada, Sem Julgamento

Desde a primeira consulta, a Anabela sentiu algo diferente de tudo o que tinha experienciado antes: atenção genuína, cuidado real, e uma ausência total de julgamento. Foi essa qualidade de presença que lhe permitiu começar a trabalhar verdadeiramente sobre si mesma.

"Senti uma atenção extrema ao problema. Sentir que iria ser cuidada de uma forma super delicada, com uma atenção fora do normal, sem julgamento, com dignidade. Senti-me super calma. Uma paz de espírito que eu já não sentia há imenso tempo. Senti uma leveza... Não consigo explicar. Acho que me senti um bocadinho mais livre."

O processo exigiu trabalho de ambas as partes — da terapeuta e da própria Anabela. As sessões tocavam em pontos emocionais profundos, e a recuperação foi sendo construída com calma, dedicação e tempo.

"Observações que trabalhamos que mexiam muito na minha parte emocional. Houve muito trabalho também da minha parte — não só da parte da terapeuta, mas também da minha parte, de conseguir ultrapassar tudo neste processo."

Hoje: Apaixonada por Viver

A Anabela de hoje é uma pessoa transformada. Aquela que não conseguia atravessar a rua passou a ser alguém que quer aproveitar cada dia ao máximo. A mensagem que deixa é simples e poderosa: a recuperação é possível, mas exige tempo, calma e trabalho.

"O reverter esta situação também tem que ser com muita calma, com muito trabalho, com muita dedicação. E com o tempo é que nós vamos conseguindo reviver aquilo que tínhamos perdido."
"Hoje sou uma pessoa que tenta viver ao máximo cada dia da melhor forma, porque tenho um bem-estar melhor de vida. Quero viver. Eu adoro viver."

"Senti uma atenção extrema ao problema, sentir que iria ser cuidada de uma forma super delicada, com uma atenção fora do normal, sem julgamento, com dignidade. Senti-me super calma. Uma paz de espírito que eu já não sentia há imenso tempo."

, Anabela Antunes, ex-paciente da Clínica da Mente

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