Todas as ações que executamos servem para a satisfação de necessidades que a nossa mente considera importante alcançar. As ações que executamos são os nossos comportamentos, estes, derivam da forma como pensamentos, os pensamentos refletem aquilo que valorizamos e o que acreditamos, ou seja, os nossos valores e crenças.

Muitas vezes apercebemo-nos que a forma como agimos não nos traz os resultados que pretendíamos: a forma como educamos os nossos filhos, não faz deles melhores pessoas, a forma como tratamos a nossa parceira, não nos traz a harmonia desejada, a forma como trabalhamos não nos traz o reconhecimento devido.

Isto acontece porque aquilo em que acreditamos e o que valorizamos não proporcionam comportamentos positivos, não nos ajudam a concretizar os nossos objetivos, ou seja, acreditamos em coisas erradas, valorizamos algo que não é importante.

Acreditamos em coisas erradas, porque vivemos experiências que nos fazem acreditar nessas atitudes, ou porque na ausência de experiências que nos formem bem, criamos crenças baseadas noutras crenças erradas, mal interpretadas ou entendidas. Num exemplo, se nascemos num clima de violência doméstica dos nossos pais, podemos desenvolver crenças erradas sobre o papel da mulher na sociedade e no seio familiar.

Assim, sempre que as nossas ações nos prejudiquem no alcance dos nossos objetivos devemos refletir nas razões que nos levaram a agir na forma como o fazemos, nas crenças e nos valores que seguimos, e perceber que devemos mudar as nossas ações, mudando o nosso pensamento, ou seja mudando aquilo em que acreditamos e valorizamos como importante.

Se eu acreditar que os meus filhos devem obedecer sempre ás minhas ordens, é provável que eu seja um pai inflexível, prepotente e a longo prazo vou gerar pessoas ansiosas e inseguras, pelo contrário se eu acreditar que os meus filhos têm espaço para errar e para se autodeterminar, vou gerar adultos inventores, determinados e seguros.

Se eu acreditar que a minha esposa me pertence e me deve respostas, vou desenvolver uma relação baseada no ciúme, desconfiança e sem comunicação, no contrário se eu acreditar que a minha esposa tem direito à sua liberdade total, que é uma pessoa independente de mim, criaremos uma relação baseada na confiança e harmonia.

Este processo de mudança não é fácil, mas deve ser feito, porque não interessa o que fazemos, mas sim os resultados que obtemos com as nossas atitudes.

É possível ser melhor pai, melhor filho, melhor marido ou melhor trabalhador.

Texto de Pedro Brás, Psicoterapeuta HBM

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