O que é o Vaginismo? | Porto Canal

Qual o impacto do vaginismo na vida de uma mulher e de um casal?

Por AUTOR

A Dra. Cécile Domingues, Psicoterapeuta da Clínica da Mente teve o prazer de marcar presença no programa “Consultório”, no Porto Canal, a falar sobre um tema tão importante, mas ainda tão tabu: o “Vaginismo”.

Asista a reportagem e esclarecça todas as dúvida sobre o tema.

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O que é o Vaginismo?

O vaginismo insere-se no quadro das disfunções sexuais femininas e caracteriza-se por contrações involuntárias dos músculos da vagina, impossibilitando o ato sexual e potenciado sensações de dor e/ou desconforto em cada tentativa de penetração, proibindo desta forma a continuação do ato. A maior parte das vezes, este distúrbio é de ordem psicofisiológica, na medida em que representa uma perturbação emocional do comportamento sexual.  Contudo, o diagnóstico deve ser realizado por um ginecologista para despistar qualquer obstáculo físico como sejam, ausências de lesões, patologias ou de processos inflamatórios, que possam comprometer uma penetração indolor. 

No vaginismo, a dor sentida é real. Esta reação provoca a contração imediata da entrada vaginal consequentemente a paragem do desejo e excitação e da própria lubrificação. Em suma, o vaginismo é um reflexo de defesa perante um sexo em sofrimento.

Esta perturbação é muito frequente em mulheres de todas as idades e pode até acontecer a mulheres que, anteriormente, tiveram relações sexuais sem dor. Esta é, muitas vezes, a causa da infelicidade de muitas mulheres que têm medo de iniciar relações afetivas, com receio de não conseguirem consumar o ato sexual com o seu parceiro.

Como se manifesta o Vaginismo?

A gravidade dos sintomas varia de mulher para mulher. O Vaginismo caracteriza-se não só pela impossibilidade na penetração pela contração dos músculos, mas também por casos em que a penetração é dolorosa, mas não impossível.

Em alguns casos, quando o homem se aproxima da mulher com intenções de iniciar uma relação, o músculo pubococcígeo, que se estende do osso púbico até ao cóccix, fica completamente tenso, apertando-se de tal forma que torna a penetração impossível. Noutros casos de Vaginismo, a penetração é possível, no entanto, muito dolorosa. O músculo pubococcígeo fica muito tenso, mas apenas durante alguns períodos de tempo. De todo o modo, há uma sensação clara de ardência, desconforto ou dor.

Esta contração dos músculos pode também manifestar-se quando a mulher tenta inserir qualquer objeto na cavidade vaginal, como por exemplo, tampões, ou até mesmo quando ela própria tenta tocar-se na área vaginal. 

Consequências do Vaginismo?

A gravidade dos sintomas varia de mulher para mulher. O Vaginismo caracteriza-se não só pela impossibilidade na penetração pela contração dos músculos, mas também por casos em que a penetração é dolorosa, mas não impossível.

Em alguns casos, quando o homem se aproxima da mulher com intenções de iniciar uma relação, o músculo pubococcígeo, que se estende do osso púbico até ao cóccix, fica completamente tenso, apertando-se de tal forma que torna a penetração impossível. Noutros casos de Vaginismo, a penetração é possível, no entanto, muito dolorosa. O músculo pubococcígeo fica muito tenso, mas apenas durante alguns períodos de tempo. De todo o modo, há uma sensação clara de ardência, desconforto ou dor.

Esta disfunção poderá, ao longo do tempo, prejudicar a saúde emocional de quem sofre assim como da própria relação amorosa. Pois, a acumulação de insucessos pode levar a relação à exaustão emocional, em que podem surgir emoções negativas como sejam, culpa, impotência, frustração, ansiedade, levando em casos extremos ao desenvolvimento de perturbações emocionais.

De notar que o vaginismo também afeta a saúde física da mulher, impossibilitando-a de realizar exames médicos específicos como por exemplo uma ecografia endovaginal.

grafico vaginismo

Quais as causas do Vaginismo?

A nossa mente inconsciente tem como objetivo aproximar-nos de tudo o que nos traz conforto e prazer e afastar-nos /proteger-nos de tudo o que nos provoca dor/desconforto. Todas as experiências que vivemos são registadas na nossa mente, como uma espécie de “base de dados” para nos proteger das situações futuras. Neste sentido, quando se vive experiências negativas, inconscientemente fica a gravação do “filme” da experiência vivida assim como a emoção daquele momento.

No caso específico do vaginismo, aquando de uma primeira experiência traumática de dor, inconscientemente a mente irá reter esta memória como algo que a mulher não pode voltar a repetir. Desta forma, a mulher entra num conflito entre a sua mente consciente e inconsciente. Isto é, por muito que, conscientemente, saiba que se encontra num contexto diferente, numa situação agradável, com um parceiro de quem gosta, quando o casal ou a mulher tentar de novo a penetração, o mais provável é sentir uma ansiedade involuntário e consequentemente uma contração vaginal, resultante de uma defesa inconsciente. 

Concretamente, o vaginismo é uma resposta fisiológica perante uma memória de dor. Esse registo doloroso é criado inconscientemente de acordo com as experiências que a mulher viveu. Assim, ao vivenciar uma primeira experiência de dor tão forte, a perceção da mulher e sua avaliação emocional da relação sexual ficou associado a algo muito mau. Uma das principais causas do vaginismo remete para as primeiras experiências sexuais, os casos de abusos sexuais ou de penetração consentida, em que a penetração foi forçada e/ou claramente dolorosa, produzindo na mente inconsciente um registo traumático.  

Quais as causas do Vaginismo?

O tratamento do vaginismo passa por um acompanhamento psicoterapêutico, ajudando a mulher a dissociar-se das experiências negativas do passado. Sessão após sessão, o significado da experiência sexual transforma-se pela eliminação da ansiedade inconsciente que condicionava o comportamento sexual da mulher. De salientar que, ao longo do nosso acompanhamento é natural incluirmos o conjugue para facilitar a comunicação entre o casal e ajudar a mulher a sentir-se mais relaxada e tranquila no momento da relação íntima.

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