Começou o tratamento com esperança. Tomou a medicação prescrita, foi às consultas, fez o que lhe disseram. Mas as semanas passaram e a melhoria não chegou, ou chegou parcialmente e depois estacionou. Se está nesta situação, saiba que não está sozinho. Estima-se que 30 a 40% das pessoas com depressão não respondem adequadamente ao primeiro tratamento.
Por que alguns tratamentos não funcionam
Há várias razões pelas quais um tratamento pode não produzir os resultados esperados: a medicação pode não ser a mais adequada para o seu perfil neurobiológico, a dose pode precisar de ajuste, ou a abordagem terapêutica pode não estar a tocar nas causas profundas da sua depressão específica.
Razões frequentes para a falta de resposta ao tratamento:
- ✦Diagnóstico incompleto, pode haver condições subjacentes não identificadas
- ✦Medicação inadequada, nem todos os antidepressivos funcionam da mesma forma para todas as pessoas
- ✦Abordagem terapêutica não adequada ao tipo de depressão
- ✦Traumas não processados que continuam a alimentar a depressão
- ✦Factores de estilo de vida (sono, alimentação, exercício) não abordados
- ✦Adesão inconsistente ao tratamento
O que fazer quando o tratamento não funciona
O primeiro passo é comunicar honestamente com o seu médico ou terapeuta sobre a falta de progresso. Não abandone o tratamento sem orientação profissional. Existem várias alternativas a explorar: ajuste da medicação, mudança de abordagem terapêutica, combinação de diferentes modalidades, ou referenciação para um especialista.
A Psicoterapia HBM como alternativa
Para pessoas que não responderam adequadamente a abordagens convencionais, a Psicoterapia HBM oferece uma perspectiva diferente. Ao trabalhar directamente com os bloqueios emocionais inconscientes e os traumas subjacentes, que muitas vezes são a verdadeira causa da depressão resistente, esta abordagem pode alcançar resultados onde outras falharam.
Não responder ao primeiro tratamento não significa que a sua depressão é incurável. Significa que ainda não encontrou a abordagem certa para si. Com persistência, comunicação aberta com os profissionais de saúde, e disponibilidade para explorar alternativas, é possível encontrar o caminho para a recuperação.
Referências Científicas
- Carmo, G. B. do, Palacio, J. S. F., et al. (2025) (2025). ANÁLISE TERAPÊUTICA DO USO DA PSILOCIBINA NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO RESISTENTE: UMA REVISÃO DE ENSAIOS CLÍNICOS RECENTES. ARACÊ.
- Assis, T. S. M. de, Aquino, A. C. T. (2020) (2020). Eletroconvulsoterapia para o tratamento da depressão refratária à medicação: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria.
- Rigaud, J. V. de O., Santos, T. M. S. dos (2024) (2024). USO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA. Revista Brasileira de Neurologia e Psiquiatria.


