Estudo Exploratório: O Impacto do Sono na Fibromialgia


A Fibromialgia tem sido referida como uma das patologias reumatológicas mais comuns na população mundial. Caracteriza-se pela existência de dores musculares em pontos específicos do corpo humano durante longos períodos de tempo, incapacitando as pessoas nas suas tarefas quotidianas, mesmo as mais simples. São principalmente as mulheres que apresentam esta síndrome dolorosa.


Principais sintomas da Fibromialgia:

  • Dor difusa e crónica por todo o corpo;
  • Dor aguda ou sensação de queimadura;
  • Sensação de formigueiro;
  • Inchaço nas mãos e pés;
  • Rigidez muscular;
  • Fadiga crónica;
  • Perturbações da atenção, concentração e da memória;
  • Queixas gástricas e cólon irritável;
  • Cefaleias (Dores de cabeça);
  • Hipersensibilidade generalizada à pressão e mudanças de temperatura.


Causas da Fibromialgia

Por se desconhecer as causas desta síndrome, a Clínica da Mente observou que algumas das suas pacientes com queixa e/ou diagnóstico de Fibromialgia, após terem realizado um tratamento psicoterapêutico para a Depressão e a Ansiedade, referiram uma diminuição acentuada na intensidade da dor simultaneamente com a redução dos níveis de depressão e ansiedade e um aumento na qualidade do sono.

Após esta constatação, o Grupo de Investigação da Clínica da Mente desenvolveu um estudo exploratório para perceber qual o impacto e influência das perturbações emocionais, como a Depressão, a Ansiedade e o Stress, na Fibromialgia. Este estudo foi desenvolvido em parceria com a APDF – Associação Portuguesa de Doentes com Fibromialgia.

Assim, foi estudado, durante um ano, o impacto de um tratamento psicoterapêutico, seguindo o modelo HBM da Clínica da Mente, em pessoas com Fibromialgia.

Concluiu-se que a variação dos estados Depressivos, Ansiosos e de Stress potenciavam a variação da qualidade do sono e que, melhorando o sono, a intensidade da dor melhorava na mesma proporção.

É de salientar que, embora a Fibromialgia seja uma patologia orgânica, percebeu-se que são os estados emocionais que potenciam a Dor, não sendo estes consequência da dor persistente.

Provamos com o estudo exploratório que, tratando os estados emocionais como a Depressão ou a Ansiedade, a intensidade da dor diminui drasticamente, concluindo que é a má qualidade do sono que potencia os estados dolorosos aos doentes de Fibromialgia.


Resumo dos resultados da Investigação:

Antes e após o tratamento com o modelo psicoterapêutico HBM foram certificados os estados emocionais por vários instrumentos de validação reconhecidos cientificamente.

Assim, ao fim de 8 semanas de tratamento verificou-se nas pessoas estudadas uma:

  • Redução de 70.7% nos estados de Depressão
  • Redução de 63.2 % nos estados Ansiosos
  • Redução de 67.8 % nos estados de Stress
  • Melhoria em 64.5% na qualidade do Sono
  • Redução na Intensidade de dor em 63%

Comprova-se que o modelo psicoterapêutico HBM, além de intervir eficazmente nos estados emocionais, potencia por essa via uma redução drástica da dor da Fibromialgia.

O tratamento da Fibromialgia deve ser iniciado com tratamento intensivo semanal e com seguimento mensal de sessões de reforço. O número de sessões intensivas deve ser ponderada caso a caso.

Veja aqui o estudo na íntegra.

Investigação Clínica da Mente: Fibromialgia